Erros na fase de arquitetura

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A Algum tempo atrás, A Gabriela Muhlbach, lançou uma indagação bem ampla e muito procurada em torno de Arquitetura de informação que é “Como evitar erros  na fase de arquitetura”.

A resposta não é as vezes um simples sim ou não, envolve diversos aspectos de atenção, entrevistas, um briefing bem elaborado, ter um foco em seu usuário e ainda assim é impossivel estar longe de errar. Ou as vezes esquecer algo. Por isso uma boa documentação como wireframes, desenhos e rabiscos devem ser sempre guardados.

Ainda mais quando ela mesmo cita trabalhar em uma equipe rodeada de flashers:

Trabalho numa empresa que tem como cultura criar interfaces com grande apelo visual. A equipe de desenvolvimento de Flash é muito competente e é uma das mais valorizadas na empresa. Foi pelo uso de movimento, jogos, serviços divertidos nas campanhas online que a empresa se destacou no mercado.

Será que a postura de apoiar e valorizar assim uma tecnologia ou saida não é muito arriscada? Ficar dependente e só apoiar os projetos da empresa em uma tecnologia ou ferramenta onde seu futuro é unico e é definido pro uma empresa e um grupo fechado. Cuidados especiais ainda se tornam em software e tecnologias livres, é arriscado confiar-se em algo assim.

Fluxo de informações em um tipo de mídia do flash que é inacessivel é um passo em que se limita os recursos ao uso, como por exemplo dispositivos moveis e outros sistemas operacionais. Eliminar ou limitar tanto o público é extremamente perigoso, além do mais indexavel em search engine.

A frustração que me levou a escrever o e-mail foi a percepção de que a minha função na empresa se volta mais para os interesses internos - acelerando e organizando a execução dos projetos com a documentação criada - mais do que para o usuário das interfaces desenvolvidas.
Eu sei que é difícil delimitar as funções do arquiteto da informação.

Usar um arquiteto de informação para organizar fluxo interno dos projetos é um enorme disperdicio de um profissional com uma capacidade de auxiliar em processos maiores e mais importantes. Além do mais gerenciar esse tipo de fluxo é coisa de Gerente de Contas. Não é que o arquiteto não deva construir wireframes, etc. Mas existem outras funções que deve ser dado mais atenção como telas, opções e variações de recursos disponiveis para algum projeto. Como um portal ou um serviço on-line. A propria profissional diz que sua frustação é realmente não ver seu potencial total sendo usufluido.

Sinto uma pressão muito forte na construção dos protótipos navegáveis. A sensação é de que o meu trabalho deve ser impecável. Tenho que prever todos os cenários e erros básicos (tipo esquecer um botão ou não prever um item no menu) seriam intoleráveis.

Impossivel prever que algo vai entrar ou sair, até porque o briefing não é trabalho do arquiteto de informação, sim do gerente de contas ou projetos, depende de agencia. Prever erros ou situações, é impossivel além do uso. Para isso se cria uma função dentro da equipe chamada Tester. Que é justamente a parte de testes e reportar situações em que teve dificuldades.

Alguns pontos em agencias e variações ainda precisam ser vistos, de toda maneira, sobrecarregar ou dar funções no qual não de responsábilidade do profissional é faze-lo com que fique descontante ou frustado, o que cai em desempenho de função e qualidade do trabalho, pois hoje quem não tem qualidade e criatividade não sobrevive.

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1 Comentário »

  1. Ola,

    achei muito interessante falar sobre evitar erros na arquitetura da informação, principalmente por ser uma área onde algum erro pode comprometer fundamentalmente o sucesso do projeto.

    O exemplo da frustração da arquiteta da informação também é muito útil para se mostrar que o trabalho deve ser mais valorizado e que o foco principal deve ser sempre o usuário.

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